Num tempo muito distante do nosso, num lugar não muito distante da capital, viviam os barões do café. Naquele tempo a sociedade também se dividia, mas era em casa grande e senzala. O ouro negro, como era chamado o café, tornou-se o principal produto brasileiro, largamente produzido na região fluminense chamada Vale do Café. Foram construídas imponentes fazendas com extensos e belos jardins para as sinhazinhas tricotarem suas vidas. Elas – as fazendas – continuam lá, algumas muito bem conservadas e várias abertas para quem quiser ter um gostinho da História.
O gostinho é literal. Fazendas como a da Taquara, em Barra do Piraí, além do mobiliário original, oferecem um almoço típico rural num restaurante que funciona onde antes era a senzala em que dormiam os “escravos domésticos”, aqueles que cuidavam das tarefas da casa-grande. A Taquara produz café até hoje, mantendo as mesmas características de duzentos anos atrás.
Mas nem só de fazendas históricas vive o Vale do Café. Há peixes e macadâmia em Piraí; cachaça da boa, doces e queijos em Miguel Pereira; tomate em Paty do Alferes; comida sofisticada em Paulo de Frontin; culinária alemã da melhor qualidade em Mendes, entre outros. O Vale do Café é cheio de histórias e sabores.
Além disso, todos os anos a região se une para promover um grande evento: o Festival Vale do Café. As fazendas centenárias abrem suas portas para concertos, palestras, shows de MPB, artes plásticas, peças e gastronomia.
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