Brasil, 31 de Julho de 2010

Ilha Grande

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Mapa da Região: 
Ilha Grande

Simplesmente linda

Chico Junior
Imagem tirada de cima do Saco do Céu, mostrando as montanhas e a praia.
Saco do Céu

A Ilha Grande não é grande só no nome. É grande mesmo, a maior do Estado do Rio e a terceira maior do Brasil. Para se ter uma idéia, é 12 vezes maior do que Fernando de Noronha e tem o tamanho de Aruba, no Caribe. Lugar paradisíaco, com 106 praias, algumas belíssimas, outras praticamente desertas. Na realidade, em algumas épocas do ano, é possível se ter o privilégio de chegar a Lopes Mendes, considerada uma das praias mais bonitas do Brasil, e ter um lugar só para si.

A ilha é coberta, em grande parte, por vegetação de Mata Atlântica e tem, ainda, flora típica de áreas de restinga e de manguezais.

Há problemas? Sim, há, como o difícil e caótico acesso feito pelas barcas e o excesso de pessoas na alta temporada, principalmente nas férias de janeiro e fevereiro e no Carnaval. Mas, aos poucos, a Prefeitura de Angra dos Reis e o Governo do Estado vão cuidando de melhorar a qualidade de vida na ilha.
 

Abraão

Imagem tirada a noite da praia, com um barco ao fundo.
Fim de tarde no Abraão

A “capital” da ilha é a Vila do Abraão, aonde chegam as barcas que saem de Angra e de Mangaratiba, e onde se concentra o maior número de pousadas e restaurantes. Podemos, então, começar o nosso tour gastronômico pelo Abraão, mais especificamente pelo simples, agradável e
bem cuidado Lua e Mar, de dona Cidinha. Fica na Praia do Canto, a poucos metros do centro
de Abraão, na beira do mar, com uma parte das mesas e cadeiras na areia, à sombra de
amendoeiras. Dona Cidinha explica que não foi difícil escolher o nome, que nasceu com a visão da lua cheia, que explode na cara do Abraão, na cara do Lua e Mar.

Imagem de pessoas sentadas nas mesas na areia da praia.
Lua e Mar: ambiente simples e agradável à beira-mar

“Ih, lua e mar, vai ser esse o nome do restaurante!”, exclama dona Cidinha. O restaurante, que funciona desde 1991, serve pratos da cultura caiçara da ilha. A própria Cidinha enche o peito e diz: “Eu sou caiçara mesmo.” Da culinária caiçara, ela sugere o peixe com banana, “feito com banana verdoleta”, de vez, meio verde, meio madura. “Os gringos adoram”, diz. Tem ainda o peixe com banana e camarão.

Imagem de uma panela de barro com moqueca.
A moqueca do Lua e Mar

Mas o grande destaque da casa é a caldeirada de frutos do mar, com polvo, camarão, peixe, lula e vôngole. É assim: faz-se um refogado com alho, cebola, cheiro-verde e tomate picadinho.
Depois acrescentam-se os pescados e deixa-se cozinhar durante 15 minutos. Além disso, vale a pena pedir a moqueca de peixe e camarão e o peixe frito (anchova ou pescada).

Ainda no Abraão, vamos a um dos destaques do lugar, o Tropicana, do carioca Mário Oliveira, desde 1993 na Ilha. Mário levou toda a sua experiência adquirida no curso de culinária
do Senac Rio e em importantes restaurantes do Rio, como o Saint Honoré e o do antigo Le Méridien, para fazer o que chama de cozinha franco-brasileira. O Tropicana, que também é uma pousada com 15 apartamentos, fica na Rua da Praia, é um lugar bastante agradável e só abre para o jantar. Duas sugestões: camarão ao alho e óleo com mostarda de Dijon e banana caramelizada como sobremesa.

Imagem da entrada do restaurante Tropicana.

Em se tratando de pescados, três outras indicações interessantes são O Pescador, o Toscanelli Brasil e o Frutos do Mar.
 

Pegando o barco

Por estarmos em uma ilha, grande parte dos programas e passeios só pode ser feita de barco. Em alguns casos, para se comer, também há que se pegar um barco, que pode ser um táxi (no caso,
uma lancha, é claro, à disposição no Abraão), uma traineira ou um passeio contratado, em grupo. As opções são diversas e os preços variam em relação ao tipo de embarcação, à época do ano
e à distância a ser percorrida. Se puder, vá sempre de lancha-táxi – são mais rápidas e oferecem mais privacidade. Os preços variam a partir de R$ 25,00 por pessoa, na alta temporada.

Um dos lugares aconselháveis para um belo passeio e para comer bem é o Saco do Céu, a enseada onde fica o Reis e Magos, restaurante de aparência simples, mas sofisticado na preparação da comida e na freqüência, já que é bastante procurado pelo pessoal que
tem casa em Angra dos Reis, como Nelson Piquet, Ana Maria Braga, Luciano Huck, Boni, Ivo Pitanguy, além de outras personalidades, como o governador de Minas, Aécio Neves.

Imagem do restaurante tirada de cima, com o lindo mar de plano de fundo.
Reis e Magos: mesas ao ar livre com a vista do Saco do Céu

Para começar, o Saco do Céu é lindo, águas claras, ótimo lugar para banhar-se enquanto se espera a comida. Partindo do restaurante, há uma trilha que nos leva a um mirante de onde se pode apreciar toda a beleza do Saco do Céu. Vale a pena o passeio. Do Abraão ao Saco do Céu gastam-se de dez a 30, dependendo do tipo de barco.

Um dos atrativos do Reis e Magos é um peixe chamado capucho, da família do peixe-porco, pele de couro em vez de escamas, carne branca, encontrado lá mesmo na Ilha Grande. Pode ser saboreado frito, preferencialmente, ou ensopado. Mas as grandes atrações da casa são a paella de frutos do mar e a moqueca de peixe, ambas servidas em porções fartas para no mínimo duas
pessoas. O peixe grelhado também vale a pena. Entre os petiscos, para iniciar a refeição, há  os pescados da própria ilha, freqüentemente entregues no restaurante por pescadores locais: camarão grelhado ou ao bafo, casquinha de siri e polvo ao vinagrete.

Imagem de um lindo prato de paella, decorado com camarões e flores.
A paella do Reis e Magos

Outro passeio agradável é à Praia de Fora, a cerca de 20 minutos do Abraão, em frente ao Saco do Céu. Lá está instalado o Cantinho da dona Maria, restaurante simples, que serve pratos
saborosos e bem cuidados. À frente do negócio, as irmãs Inácia e Dalva Brito, auxiliadas por filhos e sobrinhos. Ou seja, um negócio familiar em que praticamente só trabalham mulheres (dez, ao
todo), com uma única exceção, Miguel, filho de dona Inácia. Como vários outros restaurantes da ilha, o Cantinho também começou bem pequeno, como um simples bar, e foi crescendo.

Imagem de mesas sob uma grande árvore.
Cantinho da Dona Maria

A família já teve restaurante em Varginha (MG), até que resolveu se mudar para a ilha. “Nascemos vendo a nossa mãe cozinhar; ela foi o nosso curso”, informa dona Inácia. A pedida, para começar, é o xerelete frito, peixe encontrado na ilha. Outras entradas sugeridas: risole de camarão, lula crocante, iscas de peixe (capucho ou cação). Como pratos principais, as
opções são: moqueca mista, dourado ao molho de camarão e mexilhão ao molho.

Imagem dos xereletes em uma bandeja decorada com limão.
Xerelete frito
 

Doces 
 

Imagem de um moço servindo vários doces, tortas em uma carrocinha.
No final da tarde os carrinhos de doces ganham as ruas do Abraão

No Abraão o visitante vai encontrar três carrinhos de doces, produzidos artesanalmente na própria ilha. Quem começou com a idéia de fabricar doces na ilha foi o Delso, desde 1998. Depois
veio o Antônio com Irani, em 2000. E, finalmente, Antônio com a Bel, mais recentemente. Vale a pena experimentar, pois são sempre frescos e gostosos. Os carrinhos chegam ao entardecer
e ficam por ali até o final da noite.

Endereços e telefones:
Cantinho da D. Maria
Praia de Fora. Tel.: (24) 9214-6590

Frutos do Mar
Rua Santana – Vila do Abraão. Tel: (24) 3361-5511

Lua e Mar
Praia do Canto. Tel: (24) 3361-5113 e 3361-5761

O Pescador
Rua da Praia – Vila do Abraão. Tel: (24) 3361-5114

Reis e Magos
Saco do Céu

Toscanelli Brasil (Hotel Sagu Mini Resort)
Praia da Bica, ao lado do Abraão. Tel: (24) 3361-5660

Tropicana
Rua da Praia 28 – Vila do Abraão. Tel.: (24) 3361-5003 / 3361-5110 / 3361-5047
 

 

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