
Para permitir o escoamento das riquezas minerais de Minas Gerais, especialmente o ouro e o diamante, aCoroa portuguesa criou, no século XVIII, a Estrada Real, que ligava a cidade de Diamantina, no centro-norte de Minas, ao porto de Paraty, no Rio de Janeiro, passando por outras cidades que, ao longo do tempo, foram ganhando importância principalmente turística, como Serro, terra onde se faz um dos melhores queijos do país, Ouro Preto, Tiradentes, Caxambu e São Lourenço, para ficar apenas nestas.
Minas são muitas, das cidades históricas, das lindas paisagens, do turismo rural, dos rios, das serras. É em Minas que nasce o Rio São Francisco, na Serra da Canastra, terra também de queijo. Minas das serras, de Aleijadinho, de Tiradentes e da Inconfidência Mineira, das jazidas de ferro, de ouro, de diamantes.

Minas é gastronomia, pura gastronomia, umas das mais famosas e deliciosas culinárias do Brasil. Com origem na época do ouro (séculos XVII e XVIII), a cozinha mineira é mistura das influências culinárias de Portugal, da África e do nosso índio. Por exemplo, o queijo minas, produzido em vários estados, começou a ser fabricado pelas mãos dos portugueses no século XVIII. Hoje, é referência nacional. E tem o tutu, o feijão-de-tropeiro, o frango com quiabo, o angu, a costelinha de porco, o leitão pururuca, o ora-pro-nóbis, a lingüiça e tantas outras delícias. Minas das cachaças, dentre as melhores do país. Salinas, hoje, é símbolo nacional de produção de cachaça, tantas são as marcas de ótima qualidade, entre elas a famosa e cara Anísio Santiago (ou Havana).
Boteco também é gastronomia, principalmente se estamos em Belo Horizonte, onde a cada ano os famosos e tradicionais botecos da cidade vêm se esmerando na arte de produzir iguarias especiais, graças, principalmente, ao Comida di Buteco, evento anual que premia as melhores comidas dos botequins de BH.
Embarquemos, pois, nos sabores das Minas Gerais.
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