O Amapá começa a despertar para o turismo. Atrativos não faltam. Para começar, Macapá é a única capital brasileira cortada pela linha do Equador, ou seja, metade da cidade fica no hemisfério sul, metade no hemisfério norte. É a única capital brasileira banhada pelo maior dos nossos rios, o Amazonas.
Tem a Serra do Navio, com toda a biodiversidade amazônica, aonde se chega por intermédio de uma das poucas estradas de ferro em operação no país. Tem a pororoca da foz do Rio Araguari, a cerca de 130 quilômetros de Macapá, onde, nos meses de janeiro a maio e em setembro, ondas gigantes de até cinco metros de altura percorrem 30 quilômetros rio adentro durante meia hora. O fenômeno, considerado o maior e o mais impressionante da Amazônia, tem atraído gente não só do Brasil, mas de várias partes do mundo, principalmente surfistas ávidos por emoções diferentes. A Rota da Pororoca é um projeto turístico que está sendo implantado com a assessoria do Sebrae do Amapá.

Tem, ainda, o Parque Nacional das Montanhas do Tumucumaque, no Oiapoque, extremo norte do país, e a Cachoeira de Santo Antônio, beleza de 30 metros de altura. E tem o boto cor-de-rosa no Rio Macacoari, em Itaubal do Pirim, a 90 quilômetros da capital.
Em Macapá, vale visitar a Fortaleza de São José, construída em 1726, e o Curiaú, antigo quilombo, área de proteção ambiental cuja população é constituída de negros remanescentes de escravos. E tem, afinal, o próprio Rio Amazonas e toda a sua grandiosidade. Só o passeio pelas suas águas e ilhas já vale a viagem.

Bem, e tem também, é claro, toda a riqueza da culinária do Norte, com algumas características especiais. Por exemplo, o pitu, aquele camarão gigante de água doce, com garras, e que nas águas do Amazonas chega a medir 30 centímetros. O macapaense diz, orgulhoso, que todo pitu que se come em Belém é pescado no Amapá, principalmente nas ilhas e igarapés do Rio Amazonas.

Macapá