Brasil, 25 de Abril de 2014

Icapuí

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A preservação da lagosta

Seguindo em direção ao norte, saindo do Rio Grande do Norte, vamos encontrar a primeira praia do Ceará, Icapuí, um daqueles lugares que a gente costuma dizer que é o último paraíso. Icapuí fica a cerca de 60 quilômetros da badalada Canoa Quebrada, com a vantagem de, ao contrário da vizinha, ser um mar de tranqüilidade. Se você optar, como muita gente faz, em ir pela areia, de jipe 4x4, o trajeto se reduz a cerca de 40 quilômetros e é muito mais bonito, mar de um lado, com barcos e jangadas de pescadores, e falésias do outro. Um visual permanentemente deslumbrante. De Icapuí a Canoa Quebrada está a maior extensão de falésias seqüenciais da América do Sul.

Icapui
A cerca 60 quilômetros de Canoa Quebrada, Icapuí é a primeira praia do Ceará
Icapui
O trajeto entre Icapuí e Canoa Quebrada compreende a maior extensão de falésias seqüenciais da América do Sul

Icapuí é um pequeno município, com cerca de 18 mil habitantes, que, aos poucos, vai se organizando para receber turistas, sem, no entanto, se deixar levar pela onda de crescimento de Canoa Quebrada. Prefeitura e organizações não governamentais, incluindo o Sebrae-CE, se uniram para fazer com que o lugar tenha um crescimento sustentado no que diz respeito ao turismo, à preservação ambiental e à gastronomia. Como cerca de 90% das famílias está envolvidas com a pesca artesanal, principalmente a pesca da lagosta, cuida-se para que a principal fonte de renda não acabe, através de projetos que tem os singelos nomes de “Esse mar é meu” e “Peixe vivo”. Desenvolve-se, ainda, um projeto de hospedarias familiares, em que casas de pescadores se preparam para receber turistas. Dentro desse projeto, um outro, chamado “Em cada casa uma estrela”, que jovens do lugar aprendem os segredos da gastronomia regional.

São 65 quilômetros de praia, com muito peixe e muita lagosta, mas, exatamente em razão do trabalho de preservação do crustáceo, não é em todos os meses que se encontram lagostas grandes e frescas. Uma boa época para se apreciar a lagosta em suas diversas variações é o mês de junho, quando o município realiza o seu Festival da Lagosta. São organizados passeios de jangadas e acompanhamento do processo da pesca artesanal da lagosta.

Lagosta
A lagosta não é abundante em todos os meses: preservação

Ao longo dos 65 quilômetros de praias encontram-se vários bares e restaurantes simples que servem peixes, camarões, é claro, lagosta. A praia de Redonda, distante 18 quilômetros do centro, é uma das mais procuradas, por estar localizada numa enseada de águas quentes e calmas, protegida pela Ponta da Redonda, um paredão rochoso. Ali, na época da safra, come-se um prato na Barraca do Carlinhos, com cinco lagostas graúdas, fresquíssimas, por R$ 25. É para se fartar. Uma outra praia interessante é a de Ponta Grossa, onde existe uma comunidade de pescadores descendentes de holandeses. Quando a maré baixa, expõe uma fonte de água doce na praia, que os nativos chamam de “olheiro”. Na Ponta Grossa, a dica é a Barraca Falésias.

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