Um dos mais tradicionais e procurados restaurantes a quilo do Rio de Janeiro atinge a maioridade. Fundado pelo administrador de empresas Nelson Laskowsky, o Fellini é um restaurante de gestão familiar que investiu em critérios de gestão e no padrão de qualidade de sua comida.

Há 18 anos, na esquina das ruas General Urquiza e Professor Artur Ramos, o Fellini foi um dos primeiros restaurantes a quilo da cidade a introduzir ingredientes sofisticados como ostra, escargô e lagosta em seu bufê. Também foi pioneiro em servir comida japonesa a quilo e o primeiro restaurante do Rio exclusivo para não-fumantes, uma década antes de a exigência ser definida por lei.
Livro
Essas e outras curiosidades sobre o restaurante estão no livro “Fellini - uma receita de sucesso” (Editora Fato Editorial Publicações; R$ 49), que está sendo lançado em comemoração a estes 18 anos. Escrito pela jornalista Maria Helena Esteban, o livro relata a trajetória de um empreendimento que, em seu primeiro ano de funcionamento, servia em média 70 refeições por dia e que hoje serve 800. A publicação traz, ainda, 29 das melhores receitas do Fellini, como a abóbora assada com suco de laranja e cravo, o filé de atum com crosta de gergelim (foto abaixo), a salada de aveia em grãos com frutas secas (na foto de abertura), o tTiramisu e o toucinho–do-céu.

Nelson atribui o sucesso especialmente a três fatores: a presença constante dos donos nos salões, a gestão cuidadosa dos funcionários, além de um bufê sofisticado e variado, que é sempre diferente, de domingo a domingo. “Na verdade, o sucesso é um conjunto de detalhes bem executados”, diz.
Entre as histórias do livro, uma exemplifica bem a diferença que faz a presença de um dono atento no restaurante. Ao quebrar a regularidade por causa de uma pneumonia, um cliente assíduo foi surpreendido com uma sopa em casa, cortesia do restaurante para ajudar em sua recuperação. O cliente garante que foi aquela sopinha que o curou.
Doces
Outro detalhe importante: no Fellini todos os pratos doces saem de sua cozinha. São compotas, musses, pavês, docinhos como quindim, brigadeiro e casadinhos, doces portugueses... O cardápio de doces abrange mais de 40 opções, uma mostra de como, nos bastidores, a confeitaria é movimentada. As tentações portuguesas, à base de doce de leite e ovos, estão entre as maravilhas feitas com açúcar. A responsável pelos doces é a portuguesa Maria José Gabriel Miguel que, ainda menina, aprendeu com sua mãe os segredos do toucinho do céu, dos ovos nevados e da encharcada de ovos, entre muitas outras especialidades.
O nome Fellini
O prazer que uma boa refeição pode proporcionar foi um dos motivos que levou Nelson a escolher o nome Fellini. “Escolhi por me identificar com o dolce far niente, com as mensagens dos filmes de Fellini de aproveitar a vida, o prazer de comer, de se viver intensamente; além de achar o nome bem forte e sonoro”, diz ele.