Brasil, 18 de Maio de 2012

Funghi d’Oro e o sabor dos cogumelos na serra petropolitana

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No início era o Shiitake Imperial. Alguns anos depois nasceu o Funghi d’Oro. Hoje, o primeiro produz a matéria-prima que em seguida virará delícias preparadas no único restaurante especializado em cogumelos da região serrana, de propriedade do casal Isabel de Oliveira Castro e Ricardo Fernandes e da chef Lea Lischt (foto). Localizado no Rocio, o restaurante nasceu da relação de Ricardo com a culinária (adora cozinhar e já teve um restaurante em Porto Velho, Rondônia, onde morou por 11 anos) e do encontro com a jovem chef Lea Lischt, que tinha trabalhado no Locanda della Mimosa e procurava um sócio para abrir seu próprio negócio. A idéia era montar um espaço onde pudessem apresentar os cogumelos em saborosas receitas, “tirando o melhor de cada um deles”. Segundo Ricardo, “o cardápio é uma combinação das cozinhas francesa e italiana, tendo como base pratos com cogumelos, carne de caças, frutos do mar e massas artesanais”. Há, ainda, uma carta de vinhos com mais de 200 rótulos, entre espumantes, brancos, tintos e de sobremesa.

 

Dentre os pratos mais pedidos estão os que levam a massa feita no próprio restaurante com diversos tipos de molhos (de cogumelos, é claro); o delicioso e sutil nhoque de shiitake com molho de queijo (foto abaixo); a palheta de javali com risoto de funghi porcini; o jardim de cogumelos (são servidos 3 tipos de cogumelos: shiitake, shimeji e cardoncello); o shiitake grelhado no azeite. Entre as sobremesas, uma exótica musse de chocolate com shiitake, com calda e sorvete de tamarindo. Os sorvetes, mais de 30 sabores, também são produzidos ali.

Cogumelos
Os cogumelos que perfumam e dão sabor aos pratos do Funghi d’Oro são os maiores produzidos no Brasil. Pioneiros, no Estado do Rio, na produção de shiitake em substrato, o casal tem no banco de linhagens 22 espécies de shiitake e quatro de shimeji de diversos tamanhos e para diferentes temperaturas. E eles ainda fornecem sementes para outros produtores. A cultura começou em 1996, quando ambos voltaram de uma temporada em Rondônia, onde trabalhavam para uma multinacional, e resolveram adotar o Rocio como opção de vida. A idéia dos cogumelos surgiu quando Isabel notou o potencial da propriedade de 250 mil m2 para este cultivo. Além de baixas temperaturas –chega a registrar 13.º C no verão e 2.º C no inverno. O Rocio já tinha uma plantação de eucaliptos que produzia naturalmente os fungos comestíveis.

“Após analisar as condições, começamos com a cultura do shiitake em toras de eucalipto e logo observamos a necessidade de uma maior produção e, principalmente, de regularidade no fornecimento aos nossos clientes. Assim, iniciamos a produção de shiitakes em meio axênico ou em substrato”, explicou a proprietária.

Produção
Hoje, o Shiitake Imperial produz cerca de 600 kg de cogumelos por mês na safra e 300 kg na entressafra, os meses de inverno. Tudo pode ser visitado, mediante consulta ao casal. Há informações sobre cada cogumelo e como devem ser preparados. Na opinião de Ricardo o cardoncello é o mais saboroso dentre os que produz. O cogumelo de origem italiana é o melhor acompanhamento para frutos do mar e vai bem em uma paella ou risoto. O shiitake é polivalente, combina com qualquer prato. O produtor sugere prepará-lo da forma mais simples: com alho refogado na manteiga ou óleo extra-virgem. Já o shimeji adquire o sabor do prato que acompanha. Por isso, é indicado, por exemplo, para receitas como o camarão ensopado. Os cogumelos podem ser comprados ali e também no Hortomercado Municipal, em Itaipava.

Endereço
Estrada Caminho do Imperador 1333 – Rocio, Petrópolis. Tel. (24) 2291-5682. www.funghidoro.com.br. Seguir pela BR-040, em direção à saída de Petrópolis. Na placa Rocio–Cindacta, entrar e seguir sempre pela estrada de paralelepípedos. São cerca de 5 quilômetros – vão passar duas pontes e na bifurcação já é possível visualizar as placas com indicações. Sex/sab 13h/20h, dom 13h/18h. Reservar.

 

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