Brasil, 19 de Abril de 2014

Rio de Janeiro

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Mercados cariocas

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Mercados cariocas

Há no Rio de Janeiro mercados muito interessantes. Entre eles, merecem destaque: a Cobal do Leblon, a Cobal do Humaitá, o Mercado do Produtor (na Barra), o Cadeg (em Benfica) e o Mercado São Pedro (em Niterói).
A Cobal do Humaitá é muito espaçosa e bem organizada. Lá você encontra produtos fresquíssimos e da melhor qualidade, nos boxes do Hortifrúti. Eles convivem harmoniosamente com os restaurantes variados, supermercado, delicatéssens e lojas de flores. Não há nada que você não encontre. E tem até roda de choro.
A Cobal do Leblon não é muito diferente, só é menor. Tem massas caseiras, frios e queijos finos. Vale ressaltar o box especializado em carnes para feijoada e o restaurante Arataca, especializado em comida nordestina, com uma levada paraense. O cardápio inclui caranguejo, minibijus recheados de carne-seca e tacacá, feito de tucupi, goma, jambu e camarão seco.

Ricardo Pimentel
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Cobal do Leblon

As duas “Cobais” têm um clima muito especial. De dia, a profusão de cores e cheiros inspira a empurrar o carrinho lentamente. Não são compras, são passeios. De noite, as mesas ficam ao ar livre, todas bem próximas, com quase nenhuma divisão de bares, bem como o carioca gosta. O clima é de bom papo com boemia.

Mercado do Produtor

Para comprar e comer peixes, o campeão é o Mercado do Produtor, na Barra da Tijuca. O Mercado do Produtor, na Barra, exibe orgulhosamente seus produtos. São pouco mais de vinte boxes nos quais você apalpa, levanta as guelras e confere os olhos brilhantes dos peixes. Um dos boxes pertence ao restaurante de comida espanhola La Plancha, localizado no fundo do mercado. Você pode escolher seu peixe no box ou experimentar a célebre parrillada: lagostas, cherne, camarões, lulas, polvo, mexilhões, pescadinha, camarões pitu e salmão na grelha, com arroz de açafrão de acompanhamento.

Cadeg

Já o tradicional Cadeg é tão grande que é dividido por ruas. O terreno, com cerca de 100.000 m2, foi comprado pelos próprios comerciantes de uma antiga fábrica de cigarros, e em 1962 passou a abrigar o Centro de Abastecimento do Estado da Guanabara, antigo nome do Rio de Janeiro.
De lá para cá, tornou-se o maior distribuidor de flores e plantas do Rio de Janeiro, e comercializa uma infinidade de produtos nacionais e importados. São 714 lojas. Numa delas, está o Cantinho das Concertinas, do português Carlinhos.
A loja é toda enfeitada com referências à sua terra natal. Ele, com ajuda de sua esposa brasileira, prepara um bolinho de bacalhau daqueles. Depois do meio-dia, juntam-se as mesas e coloca-se a sardinha, o bacalhau e as febras (filé de porco banhado 24 horas no vinho e alho) na brasa. É a festa portuguesa.

Foto: Ricardo Pimentel
Cadegcantinhodasconcertinas
Cantinho das Concertinas: destaque para o delicioso bolinho de bacalhau
Endereços e telefones
Arataca
R. Gilberto Cardoso, s/n.º – Cobal  do Leblon.Tel: (21) 2512-6249
Cadeg
R. Capitão Félix, 100 – Benfica. Tels: (21) 3890-0202 e 3526-5717. www.cadeg.com.br. As lojas do mercado fecham às 13h, mas o almoço português, aos sábados, vai até mais tarde.
Cobal do Humaitá
R. Voluntários da Pátria, 448 – Botafogo. Mercado de 6h às 20h e aos domingos até 15h. Restaurantes e bares ficam abertos direto. Tel: (21) 2537-0186
Cobal do Leblon
R. Gilberto Cardoso, s/n.º – Leblon. Os boxes fecham às 18h; os restaurantes vão noite adentro. Tel: (21) 2540-0604
La Plancha
Av. Ayrton Senna, 1791 – Mercado do Produtor, Barra da Tijuca. Tel: (21) 3325-3383. www.laplancha.com.br. E-mail: laplancha@laplancha.com.br
Mercado do Produtor
Av. Ayrton Senna, 1791 – Barra da Tijuca
 

 

Pólo gastronômico de Vargem Grande

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Pólo gastronômico de Vargem Grande

Outro pólo gastronômico da Zona Oeste é o de Vargem Grande, perto do Recreio dos Bandeirantes e de Jacarepaguá. Até bem pouco tempo era uma espécie de zona rural do Rio, mas aí surgiu um restaurante, mais outro, até que se tornou um pólo gastronômico. Juntando os da Vargem Pequena, hoje são pelo menos 15 restaurantes na região. Alguns ficam em locais muito agradáveis, cercados de verde e jardins. Os primeiros a fazer sucesso foram o Quinta e o Barreado.

Quinta

Situado num sítio com muito charme, o Quinta é um restaurante bastante agradável e faz uma cozinha brasileira contemporânea. Entre os seus pratos principais estão o marreco assado, o peixe moqueado e a moqueca de frutos do mar. Nos fins de semana serve um menu degustação, à base de frutos do mar; de entrada, lagostins grelhados e crepe de lula. Mas há, ainda, uma atração exótica: bobó de camarão feito com fruta-pão e espinafre ao vapor. Como sobremesa, algumas novidades: sorvete de queijo-de-minas com calda e pedaços de goiaba, por exemplo.

Barreado

Ricardo Pimentel

Barreado

No Barreado o prato mais procurado é o seu famoso camarão na moranga, desenvolvido com base em uma receita nordestina. José Maurício Vieira, o proprietário, diz que a moranga (espécie de abóbora) é baiana, especial para receber bastante recheio, com sabor suave e consistência macia. Recheada com bastante camarão e Catupiry, a moranga é assada com o recheio no forno à lenha. O prato é farto e dá para três pessoas.

Gugut

Outro que se destaca na região é o Gugut, especializado em cozinha brasileira. A pedida pode ser a caldeirada de frutos do mar, feita em panela de barro, com cherne, camarão, lula e vôngole. Mas há, ainda, as opções do leitão à pururuca, da costela no bafo e da costela de javali. Como entrada, o caldinho de feijão vai bem. E a sobremesa pode ser banana frita com calda de laranja e sorvete de creme. Além disso, você pode levar para casa um dos vinte tipos de doces caseiros com a marca Gugut.

Endereços e telefones
Barreado
Estrada dos Bandeirantes, 21.295. Tel: (21) 2442-2023
Gugut
Estrada do Rio Morto, 541. Tel: (21) 2428-1343. www.gugut.com.br
Quinta
R. Luciano Gallet, 150. Tels: (21) 2428-1396 e 2428-2568. www.quinta.net
 

 

Barra e Pedra de Guaratiba

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Barra e Pedra de Guaratiba

Que tal um passeio à Pedra e à Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio? É um programa que muitos cariocas fazem nos fins de semana, depois de pegar uma praia no Recreio dos Bandeirantes, Grumari ou Prainha.
A cerca de 50 km do centro do Rio, Barra e Pedra de Guaratiba ficam uma ao lado da outra, com vários e bons restaurantes especializados em frutos do mar: o Tia Palmira, o do Bira (filho da Tia Palmira que partiu para “vôo solo”), o Cândido’s e o estrelado 476, para citar alguns. A viagem é longa, mas os prazeres da mesa compensam.

Chico Junior
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Tia Palmira: banquete de frutos do mar

No Tia Palmira o cliente é apresentado a um verdadeiro banquete de frutos do mar. O preço é único e os pratos vão sendo colocados à mesa, para deleite dos fregueses. Caldinho de peixe e de sururu, camarões fritos, pastéis e bolinhos de peixe e de camarão, mexilhões, arroz de frutos do mar, bobó de camarão, vatapá, moquecas, peixe em posta, filé de peixe! É comer até se fartar. De sobremesa, vários tipos de doces caseiros.

Bira

Chico Junior
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Bira: bela comida com linda vista

O Bira, um dos filhos da Tia Palmira, informa que tem um cuidado todo especial ao escolher seus pescados. “Os camarões, por exemplo, vêm da Ilha Grande”, diz. E a maior parte dos peixes é trazida por pescadores da região e entregue ao restaurante, bem frescos. Uma boa pedida é o arroz com frutos do mar, imperdível. E o que é melhor: um prato serve até três pessoas. Para começar, peça pastéis de camarão ou de siri.
O Restaurante do Bira está instalado num lugar muito charmoso, cercado de verde, estilo rústico e com uma bela vista para a Restinga da Marambaia.

476

Ricardo Pimentel
476
A famosa moqueca do 476

O 476 foi uma casa de pescadores e hoje é um restaurante muito procurado por quem aprecia frutos do mar. É aconchegante, bucólico, romântico e tem vista para a Restinga da Marambaia, que também pode ser contemplada do píer, logo em frente.
Entre as pedidas para a entrada está a casquinha de siri, servida em pratinho fundo em vez do casquinho, e os picles no agridoce. Para o prato principal, o cardápio variado das moquecas 476 - de peixe, camarão, polvo, lula, mista (peixe com camarão) ou frutos do mar (que inclui todos os mencionados). As porções são individuais e vêm acompanhadas de arroz, acaçá, farofa amarela e frutas da época. O segredo das receitas, segundo Murienne, chef e proprietária, é o carinho com que são feitas, tradição que passou de mãe para filha, desde a bisavó. A alagoana se orgulha das criações gastronômicas serem apreciadas antes por familiares e amigos, para depois integrarem o cardápio da casa. Pratos como a posta de peixe com molho de camarão e a moqueca capixaba, que ela foi aprender no Espírito Santo para manter a autenticidade, também são muito pedidos e servidos para dois.
Entre as sobremesas, todas feitas na casa, as que mais se destacam são as crocantes; de abacaxi, feita com açúcar cristal no maçarico, de banana e de maçã, as três servidas com sorvete de creme. Uma delícia!
Abre somente para almoço, de quarta a domingo, das 11h às 18h.

Endereços e telefone
Cândido’s
R. Barros de Alarcão, 352 – Pedra de Guaratiba. Tel: (21) 2417-2674
Quatro Sete Meia
R. Barros de Alarcão, 476 – Pedra de Guaratiba. Tel: (21) 2417-1716. www.restaurante476.com.br
Restaurante do Bira
Estrada da Vendinha, 68-A – Barra de Guaratiba. Tel: (21) 2410-8304
Tia Palmira
Caminho do Souza, 18 – Barra de Guaratiba. Tel: (21) 2410-8169. www.tiapalmira.com.br
 

 

Santa Teresa: bondinho do sabor

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Santa Teresa: bondinho do sabor

Numa das poucas retas do bairro, o boêmio esfomeado encontra belos achados da gastronomia carioca. Carioca? Estão lá o Bar do Arnaudo, de comida nordestina, o Bar do Pimenta, de comida alemã, e o Espírito Santa, cuja chef é amazonense. De sobremesa, os doces portugueses de Alda Maria. Tudo isso num trecho da famosa Rua Almirante Alexandrino. Sem esquecer, porém, o Bar do Mineiro, que não é na Almirante Alexandrino, mas é como se fosse, pois a Paschoal Carlos Magno, que um dia já se chamou Mauá, é um prolongamento da principal rua do bairro. Tudo na paz de Santa Teresa.
Podemos dizer que tudo começou há 36 anos, quando o pernambucano Arnaudo comprou do seu Américo um botequim pé-sujo. Não demorou muito e o Bar do Arnaudo virou um restaurante especializado em comida nordestina. De lá para cá outros foram surgindo. Por exemplo, o Bar do Mineiro, que Diógenes abriu há 11 anos e hoje divide as honras da casa com a sócia Ângela. Mais ou menos da mesma época é a Adega do Pimenta, na realidade, William.

Chico Junior
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Arnaudo, o pioneiro em Santa Teresa

 Arnaudo sabe o que faz e oferece um cardápio de variedades de carne-de-sol. Com macaxeira, feijão-de-corda e farofa de abóbora. Tem até com batata-doce. Ainda oferece o saudoso sarapatel e o pirão de leite com carne-de-sol. O restaurante abriu no dia 1.º de setembro de 1970 e desde então virou um clássico.

Adega do Pimenta

Chico Junior
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O prato matador da Adega do Pimenta

Pertinho dali, coisa de 30 metros, está a Adega do Pimenta, que entra na categoria dos restaurantes tradicionais de Santa Teresa. A comida é alemã e o prato Matador (esse é seu nome) reúne salsichas branca e bock, kassler, bacon, patês quentes de fígado e morcela, chucrute e batatas cozidas. Quer pegar mais leve? Tem pato e coelho assados com repolho roxo. E não poderia faltar der joelho defumado. Grande parte dos produtos vem da Fazenda do Alemão, em Mendes, ícone da culinária alemã no interior fluminense.

Bar do Mineiro

Chico Junior
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Um pouco mais para frente, na direção do Paula Mattos, está o pastel mais famoso do bairro. Não diremos que é o melhor do Rio, mas o pastelzinho de feijão do Mineiro tornou-se certamente um clássico. O pastel tem formato quadrado e o recheio é de uma deliciosa feijoada. Esse bar traduz todo o despojamento de Santa, o pessoal gosta de ficar na porta tomando seu chope ou uma pinga (no cardápio tem mais de 20) e falando genialidades que ninguém ousa cometer fora de um bar. 

Aprazível

Divulgação
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A galinhada caipira do Aprazível

O pólo gastronômico é tão variado que cabe até comida brasileira artesanal. É assim que Ana Castilho, proprietária do restaurante Aprazível, na rua de mesmo nome, descreve seu variado cardápio. Mas não se engane: ela é mineira! Daquelas viajadas, que já trabalhou em restaurantes de Nova Iorque, fez escola francesa e não dispensa produtos maranhenses – como a pescada amarela, a pimenta-de-cheiro e o caranguejo. Mas ai de quem não provar o pão de queijo da receita da avó de Ana, que faz parte do couvert.
Se for para recomendar apenas um prato – tarefa difícil – vá de galinhada caipira. É um arroz de frango caipira e lingüiça mineira, acompanhado de banana-da-terra assada, chicória e feijão surpresa. Ela explica: “É um feijão mineiro com miolo de pão. Ele é preparado em camadas, primeiro coloca-se o feijão, depois tomate, paio, crosta de pão, azeite e tomilho”.
A bela cozinha fica à vista dos visitantes, mas não perca a vista privilegiada para a Baía de Guanabara. Dê uma volta pelo restaurante e em algum momento você vai chegar num canto sagrado: o Botequim do Souza. Lá está a iguaria mais cara e mitológica do lugar: a cachaça Santa Cana. É praticamente peça de colecionador – só existem 270 garrafas a R$ 440,00 cada uma.
A história é interessante. Essa cachaça foi produzida pelo senhor Souza, pai de Ana, em sua adega na cidade mineira de Santa Luzia. Pois a adega desmoronou e os barris ficaram enterrados por trinta anos! Sim, é uma cachaça envelhecida por pelo menos três décadas. Os dois barris que puderam ser recuperados estão na porta do Botequim. Caso não seja possível comprar a garrafa, peça para o moço tirar a rolha só para você inspirar aquele bálsamo.

Espírito Santa

Chico Junior

Natacha: culinária da Amazônia em Santa Teresa

Santa Teresa adora uma novidade. E há de ter requinte, mas sem perder a informalidade jamais. Assim é o restaurante Espírito Santa, com seus molhos de frutas amazonenses e seu prato de namorado na folha. O peixe (que também pode ser o filhote) é recheado com camarão e caranguejo de água doce. Vai ao forno coberto com a folha de couve para não ressecar. É servido na telha ao molho de leite de coco com leite de castanha.

Outro carro-chefe é o tambaqui de Solimões, em homenagem ao rio. O peixe vai rapidamente para a grelha só para marcar e, depois, ao forno no vapor. É recheado com camarão e guarnecido com palmito de pupunha. O molho é de taperebá, feito de uma redução da fruta com a cachaça Magnífica.
A chef amazonense Natacha Fink (o nome é herança do avô polonês) é uma apaixonada pela culinária brasileira. Nas suas receitas, usa manteiga de garrafa e substitui vinho por cachaça. Por falar nisso, a caipirinha de graviola com jambu é imperdível. “Os índios comem jambu antes de todas as refeições. Essa fruta abre as papilas degustativas”, explica Natacha. “E por conta dessa característica o jambu também está presente em nosso couvert”.

Goya Beira

No bucólico bairro de Santa Teresa todo mundo tem vez. Você, vegetariano que tem uma dificuldade tremenda de encontrar seu lugar nesta cidade que não dispensa uma boa carne, eis a solução: o Goya Beira, no Largo das Neves. A especialidade é a pizza de berinjela montada na pedra-sabão. A massa é caseira e a espessura quem escolhe é o freguês, já que é tudo feito na hora. A berinjela é à moda italiana, conservada em azeite e temperada com alho e ervas.

Alda Doces

Chico Junior
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Os doces da Alda: receitas portuguesas

Seguindo por esses trilhos de la dolce vita, chegamos ao ponto final: a sobremesa. Trouxas d’ovos, nozes e amêndoas, toucinho do céu, caramelados de frutas, pastéis de nata, bem-casados com ovos-moles e chocolate. Os doces de Alda Maria são do tipo que viciam, você vai pensar neles enquanto canta Ave Maria, na missa de domingo. Essa doceira de Pelotas produz muito sob encomenda, e também recebe os clientes em casa. Ela montou mesas e um pequeno museu do doce, com os utensílios que sua avó portuguesa usava. As receitas foram passando de geração em geração – Alda já é da oitava.
Amanteigados, trufas, ninhos e merengues recheados. Não há como escapar desses suicídios discretos que nos dão alegria de viver. Tão cruel é a natureza do doce.

Endereços e telefones
Adega do Pimenta
R. Almirante Alexandrino, 296. Tels: (21) 2224-7554 e 2242-4530
Aldas Doces Portugueses
R. Almirante Alexandrino, 1.116. Tel: (21) 2232-1320. www.aldadocesportugueses.com.br
Aprazível
R. Aprazível, 62. Tels: (21) 2508-9174 e 2507-7334. www.aprazivel.com.br
Bar do Arnaudo
R. Almirante Alexandrino, 316-B. Tel: (21) 2252-7246 e 2210-0817
Bar do Mineiro
R. Paschoal Carlos Magno, 99. Tel: (21) 2221-9227
Espírito Santa
R. Almirante Alexandrino, 264. Tel: (21) 2508-7095. www.espiritosanta.com.br
Goya Beira
Largo das Neves, 13. Tel: (21) 2232-5751 

 

Do signo da caipirinha

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Ela é libertária, comunicativa. Representa o idealismo e a democracia. É original, mas se for para o lado negativo pode ser imprevisível. Tudo indica que astrologicamente a caipirinha é do signo de Aquário. Na verdade, a bebida nacional rege todos os cavaleiros (e damas) do zodíaco.
Brincadeiras à parte, essa maravilhosa mistura de açúcar, limão, gelo e cachaça está por toda parte. E, por isso mesmo, é preciso saber muito bem onde tomar a boa. Hoje, já existem muitas variações da bebida, com vodca, com frutas exóticas, com adoçante. Enquanto for uma saborosa e bem servida caipirinha, não tem problema.

Para isso, a dica é a Academia da Cachaça. Precursora na arte de apreciar uma boa pinga, já tem 21 anos de existência e uma carta de aguardentes de dar inveja. Lá você toma uma dose em cálice de cristal das mineiras Lua Cheia, Seleta ou Germana. Elas ficaram no topo do ranking das mais pedidas na Academia, no segundo semestre de 2006. Mas não se esqueçam das excelentes fluminenses Magnífica (Miguel Pereira), Rochinha (Barra Mansa) e Santa Rosa (Valença). São mais de setenta tipos e milhares de garrafas enfeitando as paredes da casa (estão até à venda), sem falar das infusões, as batidas, as criações do bar e, claro, as imperdíveis caipirinhas.

Para acompanhar, que tal o escondidinho? Desde 1986, essa combinação de carne de charque desfiada, purê de aipim e requeijão não perde o posto de campeão de vendas. Mas, justiça seja feita, todos os pratos são ótimos.

São duas Academias da Cachaça na cidade. A da Barra continua firme e forte, no Condado de Cascais. A do Leblon faz tanto sucesso que este ano passou por uma reforma e foi duplicada. O teto de fitas coloridas formando a bandeira nacional, que é a marca registrada da casa, ficou ainda maior. Quem sabe você não vai lá beber?

Imagem de uma caipirinha em cima da mesa, com o teto da Academia enfeitado com o formato da bandeira do Brasil.

Não se sabe muito bem onde ela foi criada e nem o porquê do nome caipirinha, mas uma coisa é praticamente certa: foi a partir do Rio de Janeiro que ela se consolidou como bebida nacional e conquistou o paladar dos estrangeiros que vinham nos visitar.

Endereço e telefone
Academia da Cachaça
R. Conde Bernadotte, 26 / Loja G – Leblon. Tels: (21) 2529-2680 e 2239-1542.
Av. Armando Lombardi, 800 / loja 65 L, Condomínio Condado dos Cascais – Barra da Tijuca. Tels: (21) 2492-1159 e 2493-7956 www.academiadacachaca.com.br

 

 

Feijoada todo dia

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Rio e São Paulo disputam o título de quem faz a melhor feijoada, já que em ambas as capitais são muitos o lugares onde se pode comer esse maravilhoso e pesado prato. No Rio, o dia da feijoada é sábado. O prato já virou atração turística. Churrascarias, hotéis de luxo, restaurantes famosos, são vários os locais onde se come a tradicional feijoada. Mas há um lugar em que não é preciso esperar o sábado para saboreá-la, a Casa da Feijoada, em Ipanema. Considerada um dos pontos turísticos mais importantes da cidade pela Riotur, há 14 anos serve comida brasileira e é um dos restaurantes mais tradicionais da Zona Sul. Ali, feijoada é sempre o prato do dia.

Além do pôr do sol no posto nove, o típico carioca Zona Sul tem outros motivos para bater palmas. A começar pela fartura diária da feijoada servida na Casa da Feijoada. Para abrir os trabalhos, o garçom começa servindo um caldinho de feijão impecável. Logo depois, vem uma lingüiçinha defumada frita. Pronto. Começa o ritual de todo e qualquer brasileiro, não importa raça, credo, religião ou classe social. O ritual de comer uma tradicional feijoada completa. O leitor certamente sabe do que se trata.

O freguês escolhe as carnes de sua preferência. Orelha de porco, rabinho e chispe sempre provocam certa controvérsia e podem ficar de fora. Mas carne-seca, lombo salgado, costela salgada, carne de boi, língua defumada, paio e lingüiça fresca devem ser aceitos de bom grado. As carnes chegam borbulhando na panela de barro. Se você é daqueles que gosta de tudo, melhor ainda.

Divulgação

Imagem de diversos pratos da casa da feijoada, como aipim, farofa, torresmo, arroz e a famosa feijoada.

Os acompanhamentos são a gangue de sempre: arroz branco, aipim frito, laranja, couve à mineira, farofa e torresminho. Tudo muito bem preparado. De tempos em tempos, o garçom passa com um caldo de feijão quente, para regar o seu prato. Chega um momento em que você vai desabotoar sutilmente as calças e continuar comendo até a respiração ficar curtinha. Faz parte do ritual.
O responsável por trás de tudo isso é um simpático cearense chamado Antônio Marcos Barbosa. Ele é, há 14 anos, o chef de cozinha da casa. Explica que a tarefa mais trabalhosa é “dessalgar” as carnes. Precisa trocar a água de três em três horas, um trabalho que no sábado e domingo começa com 24 horas de antecedência. Todo fim de semana são preparados aproximadamente 30 kg de cada uma das carnes mais pedidas. É muita carne.

Um dos segredos do tempero da feijoada é outra carne. Chama-se PA, que é muito gordurosa. Ela entra no caldo, faz sua mágica e sai. Antônio revela que dá um sabor distinto ao prato. É mesmo especial, símbolo de nossa identidade.

Informação adicional: a Academia da Cachaça, no Leblon, também oferece, especialmente, feijoada no almoço.

Endereços e telefones
Casa da Feijoada
R. Prudente de Moraes 10-B – Ipanema. Tel: (21) 2247-2776. www.cozinhatipica.com.br
Academia da Cachaça
R. Conde Bernadotte, 26 / Loja G – Leblon. Tels: (21) 2529-2680 e 2239-1542.
Av. Armando Lombardi, 800 / loja 65 L, Condomínio Condado dos Cascais – Barra da Tijuca. Tels: (21) 2492-1159 e 2493-7956 www.academiadacachaca.com.br
 

 

Um bom filé

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Às vezes, nada supera um bom filé. Oswaldo Aranha que o diga. Esse senador da República, um dos articuladores da Revolução de 1930, é outro personagem da história que deu por inventar receitas. Nesse caso, foi no restaurante Cosmopolita, que existe desde 1926, na Lapa. Oswaldo Aranha saía ali do Senado Federal, antigo Palácio Monroe, ao lado da Cinelândia, e ia a pé para o restaurante. O Senado foi para Brasília, o palácio foi abaixo, mas o filé ficou. O tal filé, uma das marcas registradas da cidade, é assim: filé alto, mal passado, com bastante alho frito picadinho por cima. Acompanha arroz, farofa e batatas portuguesas.

Ricardo Pimentel
Imagem do delicioso filé oswaldo aranha, acompanhado de arroz, farofa, feijão e batata.
O filé à Oswaldo Aranha do Filé de Ouro

O Cosmopolita é o detentor da origem, mas dois restaurantes da cidade também ganharam o título de mestres no preparo do legendário filé. São eles: o centenário Café Lamas, no Flamengo, e o Filé de Ouro, que há quarenta anos funciona no Jardim Botânico. Ambos têm pratos fartos e são muito freqüentados por jornalistas, artistas, intelectuais e toda a gente.
Embora a especialidade do Filé de Ouro – e praticamente o único prato – seja o filé (com opção também para o contrafilé), um outro prato vai virando marca registrada: o risoto de camarão.

Outro clássico da série bovina é o picadinho de carne. Ele é figurinha fácil e sofre sutis variações em cada lugar. Aqui, a recomendação é escolher entre o ambiente requintado do Mistura Fina, em Ipanema, ou o clima informal do Botequim, em Botafogo.

No Mistura Fina, o filé-mignon é cortado em pedaços bem pequenos e vem acompanhado de arroz, com ovo poché por cima, creme de milho, farofa e banana frita. E não é mero acaso que há 13 anos é o mais pedido. Na receita do picadinho entram bacon, alho, cebola, alho-poró, conhaque, molho madeira e molho de tomate.

O simpático Botequim não deixa a desejar e apresenta duas versões: picadinho Luís Antônio, que vem com farofa de banana, batata frita, arroz com lingüiça toscana e ovos mexidos; e picadinho Botequim, acompanhado de farofa de carne-seca, arroz, aipim frito e caldinho de feijão. Os dois são igualmente queridos pelos comensais. E vêm servidos como manda a tradição: no prato de barro.

Endereços e telefones
Botequim
R. Visconde de Caravelas, 184 - Humaitá. Tel: (21) 2286-3391
Cosmopolita
Travessa do Mosqueira, 4 – Lapa. Tel: (21) 2224-7820
Filé de Ouro
R. Jardim Botânico, 731 – Jardim Botânico. Tel: (21) 2259-2396
Lamas
R. Marquês de Abrantes, 18 – Flamengo. Tel: (21) 2556-0799
Mistura Fina
Av. Rainha Elizabeth 769 - Ipanema. Tel: (21) 2523-1703

 

Centro da Cidade

Mapa da Região: 
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Rio Minho

Em 1884, foi fundado o Rio Minho. Especialista em peixadas, é lá que se toma a preciosa sopa Leão Veloso. Alguns contam que a sopa foi inventada no restaurante Cabaça Grande (que já fechou), na Rua do Ouvidor, como o Rio Minho. Mas tudo indica que a verdadeira, a primeira, aquela que o jornalista e então embaixador do Brasil na França se meteu a fazer na cozinha do restaurante, aconteceu mesmo no Rio Minho. Hoje o restaurante é comandado pelo espanhol Ramon Dominguez. O preparo começa de manhã bem cedo, quando chegam os peixes frescos. Quem dá o sabor do caldo são as cabeças de todos os peixes misturadas aos temperos. Assim que ganha consistência, as cabeças saem e entram o cherne, o polvo, a lula, os mexilhões e os camarões. Umas torradinhas do lado e voilà, uma delícia. Detalhe: o Rio Minho é o restaurante mais antigo do Rio.

 

Escondidinho

Ainda no Centro há um restaurante bem tradicional de comida brasileira, que começou como botequim, foi crescendo e hoje é ponto de encontro, na hora do almoço, de muitos executivos. No Escondidinho, localizado no Beco dos Barbeiros, perto da Praça XV, comem-se pratos tradicionais da culinária regional brasileira. Um deles chama a atenção por ser tão inusitado: a famosa cabeça de cherne.
Fundado em 1958 por dona Lurdes Felgueiras, cozinheira de mão-cheia, já falecida, o Escondidinho serve a tal cabeça de cherne há trinta anos. Como para fazer o prato é necessário um cherne de 12 kg, há que se reservar o prato com um dia de antecedência. O prato satisfaz, tranqüilamente, três ou quatro pessoas. E como comer uma cabeça de peixe enorme? Fique tranqüilo(a). Caso você queira, o garçom se incumbe de separar a carne da cabeça.

Ricardo Pimentel
Imagem da grande cabeça de cherne, decorada com pedaços de camarão.
A cabeça de cherne do Escondidinho
Para fazer a cabeça de cherne, começa-se com um refogado com azeite, alho, cebola, pimenta, coentro, aipo, salsa e gengibre. Acrescenta-se a cabeça do peixe. Depois, água, sem cobrir. Cozinha-se por 15 ou 20 minutos. Por último, leite de coco. Acompanha camarões cozidos, misturados ao molho, pirão e arroz.

Além desta especialidade, o Escondidinho tem outro prato famoso: a costela cozida com feijão-manteiga, que é uma verdadeira perdição. É o prato mais consumido. Ainda tem, nesse restaurante, rabada com agrião, frango ao molho pardo, frango com quiabo, bacalhau e muito mais.
E se o prezado cliente quiser uma sobremesa diferente, única no Rio de Janeiro, é só pedir o doce de marmelo, outra tradição do Escondidinho. É uma espécie de compota servida com queijo-de-minas. Dá para duas pessoas.

Nosso passeio pelo Centro não poderia deixar de incluir o tradicional Bar Luiz, famoso pelo seu chope, resultado final de uma famosa “máquina” com 720 metros de serpentinas, orgulho do lugar. Como tem alguns pratos característicos da culinária alemã, aventure-se pelo kassler (costeleta de porco defumada) ou pelo einsbein (joelho de porco), salsichas, salsichões, tudo acompanhado pela sua não menos famosa salada de batata ou pelo chucrute. O rosbife e a carne assada também são marcas registradas da casa. Localizado na Rua da Carioca, próximo à Praça Tiradentes, o Bar Luiz foi fundado em 1887.

Nova Capela

Saindo do Centro e dos peixes, é hora de se aventurar pelo intitulado reduto da boemia, a mitológica Lapa. E do outro lado dos arcos há um tesouro: o Nova Capela é bem fácil de achar, mas seu tenro cabrito com arroz de brócolis é de uma riqueza inefável. Outra opção interessante, cada dia mais atrativo, é o javali, caprichado no tempero. E tudo cai bem a qualquer hora, já que esse centenário restaurante fica aberto até às 5h da manhã.

O Capela original foi fundado em 1903, onde existia o Largo da Lapa. Demolido por causa de uma das reformas do bairro, instalou-se em 1967 na Rua Mem de Sá.

Bar Brasil

Outro lugar tradicional da Lapa é o igualmente centenário Bar Brasil, fundado em 1907 com o nome de Zeppelin, na esquina da Rua do Lavradio com a Mem de Sá. Veio a Segunda Guerra e achou-se por bem mudar o nome para Bar Brasil. Como o nome original indica, o chamariz são pratos da cozinha alemã, como o kassler e o einsbein, sempre acompanhados por lentilhas. Ou parta para um prato tradicional da casa, com um toque de brasilidade: kassler à mineira, tutu de feijão, arroz, couve, chucrute, salada de batata ou arroz de lentilhas. Outra sugestão: bolinhos de carne com arroz de lentilha. Como sobremesa, apfelstrudel. E o chope está entre os melhores da cidade.

O Navegador

Teresa Corção, também conhecida como a embaixadora da mandioca, graças ao seu Projeto Mandioca, é dona d’O Navegador, um centro de referência da boa comida regional brasileira contemporânea no agitado Centro do Rio. Dentre as várias delícias criativas estão o couvert com grissini de mandioca e patê de foie da casa, a tapioca de bobó de camarão e os pratos da semana, que incluem pernas de vitela e cordeiro e ostras de Santa Catarina; pirarucu da Amazônia, o frango ao requeijão mineiro e o camarão de cuecas. Quem faz esta última escolha, ganha o prato da Boa Lembrança.

Divulgação
Tapioca de bobo
A tapioca de bobó de camarão do Navegador

O Navegador é o lugar ideal para quem procura um ambiente tranqüilo e comida de boa qualidade. Fica no 6º andar do prédio do Clube Naval, construído em 1908 e tombado pelo Patrimônio Histórico. Um dos destaques é o Bar de Saladas Orgânicas, criado a partir de pedidos de clientes. Os fornecedores, todos certificados, oferecem o que têm disponível e o “cardápio é bolado”. Quem quiser ver o cardápio atualizado, inclusive a sugestão da semana, é só acessar www.onavegador.com.br.

Endereços e telefones
Bar Brasil
Av. Mem de Sá, 90 – Lapa. Tel: (21) 2509-5943
Bar Luiz
R. da Carioca, 39 – Centro. Tel: (21) 2262-6900
Escondidinho
Beco dos Barbeiros, 12 / lojas A e B – Centro. Tel: (21) 2242-2234
Nova Capela
Av. Mem de Sá, 96 – Lapa. Tel: (21) 2252-6228
O Navegador
Av. Rio Branco 180/6º andar. Tel: (21) 2262-6037. www.onavegador.com.br
Rio Minho
Rua do Ouvidor, 10 – Centro. Só abre para almoço. Tel: (21) 2509-2338
 

 

Rio de Janeiro

Mapa da Região: 
Rio de Janeiro
Chico Junior
Imagem da orla da praia do Arpoador, com o calçadão e belas palmeiras.
Orla do Arpoador 

O Rio de Janeiro é uma das principais cidades brasileiras procuradas para o lazer e o turismo e a principal porta de entrada do viajante estrangeiro. Revela-se, ainda, como um dos principais centros culturais e econômicos do Brasil. Na gastronomia também é referência nacional, com pratos que representam toda a força cosmopolita que bem caracteriza a cidade, além das influências africana e portuguesa. Tudo isso se reflete na culinária regional, que tem como base os frutos do mar, passando pela feijoada, a caipirinha e o filé.

Engana-se, pois, quem pensa que o Rio de Janeiro não tem uma gastronomia característica. Por ter sido durante muito tempo a capital do país, é berço de muitos pratos. A cidade, além de surpreender por sua beleza e hospitalidade, tem riqueza e variedade gastronômica, incluindo criações que viraram marca registrada, como a sopa Leão Veloso, o filé Oswaldo Aranha e o picadinho de filé, conhecido como picadinho carioca, verdadeiros clássicos da culinária brasileira.

No Centro da cidade e na Lapa existem pendões da gastronomia carioca. Não se trata de tempero empoeirado, sabor do passado. Nem foram resgatados de um velho livro de receitas. Estamos falando de senhores pratos, sobreviventes e insubstituíveis.

São pratos-autoridades que levam o nome de tais, como o filé Oswaldo Aranha e a sopa Leão Veloso. Impõem respeito. Nem é uma pomposa fusion cuisine que vai espantar o tenro cabrito com arroz de brócolis do Nova Capela, ou o tradicional e saboroso camarão com chuchu do Penafiel.
Esses lugares pegaram o Rio no colo e o viram crescer. São do tempo em que o escritor João do Rio flanava pela Alma encantadora das ruas, há mais de um século. Talvez as ruas tenham perdido um pouco desse encanto, mas os restaurantes, esses não o perdem jamais.

Leia mais sobre o Rio nos links abaixo:

Centro da Cidade

Um bom filé

Feijoada todo dia

Do signo da caipirinha

Santa Teresa: bondinho do sabor

Barra e Pedra de Guaratiba

Pólo Gastronômico de Vargem Grande

Mercados Cariocas

 

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